Tuesday, March 03, 2009


Fênix de Prata


Vejo novas cores

rasgo-me ao Sol

arrebento-me inteira

jogando-me nas roseiras

estraçalho pensamentos

dispo-me em pele e alma

a Noite vem, cheia de Estrelas

e renasço, parida pela Lua


Anna

Sunday, February 08, 2009




Eclipse

Na Lua que sonhamos
nas Noites que fazemos os nossos próprios Sonhos
a eclipse que deixa o Céu cheio de mistérios
como o clarão do Tempo que deixa a história cheia de encantos

...

Somos da Arte
do Belo da Vida
dos deuses
da mãe Terra
do Vento, das Tempestades
somos da Lua e do Sol
de cada folha verde
de cada pétala de flor
de cada coral do Mar
...
somos peças de cristal
pedaços de cetim
perfumes, incensos
manjares e frutas
somos de Amor...

04.02.2009...sem calendário...apenas o Tempo


Anna

Monday, September 15, 2008




Palavras

"De tudo que o Mar me traz
de tudo que as Ondas levam
Dos cochichos do Vento
a bater na minha janela
Ficam-me as palavras, os versos
que encontro ao olhar Estrelas"...

Anna
15.09.2008

Monday, July 14, 2008


Movimento em sol

...
Preciso de um instrumento
que ensine-me a tocar
a melodia dos anjos e dos pássaros
para que misture-se no Universo
e fique guardada pelas areias da praia
sopre pelas rochas em volta do Mar
e esteja nos braços da mãe Terra
suspirando nos quatro elementos
e cantando os versos de Amor...


Anna

14.07.2008

Sunday, September 30, 2007


FÊNIX – Poesia Cigana

De conversa pra lá, de conversa pra cá
gira, gira, o mundo
dou flores pra quem quer ficar
ganho anéis de quem quer me dar
nada me derruba, nem me deixa triste
gosto de sorrir, não gosto de chorar
sacudo a saia e volto a dançar
acendo a fogueira e vou rodopiar
converso com a Lua
brindo o céu com vinho tinto
pego meus tecidos e vou colorir poesias
cheiro a flor do manjericão
e tomo a espada da luta das ancestrais
meu coração é protegido e é feito para pulsar
as palavras dos meus olhos são refletidas no espelho
e quem quiser comigo poetar
os versos são mesclas das conversas das Estrelas
que cochicham aos ouvidos dos mortais

Anna
27.09.2007

Thursday, August 02, 2007

fontes de inspirações jorram pelas pedras da cachoeira, como gotas de orvalho que escorrem pela tua pele...

Monday, July 23, 2007


Sagrado


Mesmo que não me reconheças mais entre os mortais,

minha poesia continua a esparramar-se entre as frestas do muro,

entre as ramas que trepam pelos tijolos,

a procurar o sabor da terra,

a experimentar as cores das flores,

a saborear o néctar num toque de língua no beijo do beija-flor,

a semear de silencio os cantos da estrada,

a esmo na rota do tempo;


Em todos os poetas há o toque das canções,

a melodia suave que passeia em notas por todas estações,

no tilintar das gotas de água que descem pelo céu,

e deitam na terra adentrando nas raízes,

a regá-las para o anuncio do Sol,

adornando-as para encantar os olhos que a espreitam,

quando brotam em forma-flor;

Nesse ciclo de fertilidade onde germinam versos,

onde desabrocham sonhos novos,

quando a poeta entra em si,

e ouve a madrugada contemplada pelas palavras,

inspirada pela Mãe do céu noturno, a rainha, amante do astro-rei

que conhece os mistérios e segredos,

que lê nos pensamentos,

da viajante adormecida,

que viram poemas acordados pela nova estação;


Aparece no jardim, nua

vinda pela escada de trepadeira,

veste-se apenas de seda-do-bicho,

alada de desejos, adentra na sala

aquece-se na lareira,

bebe tinto da bebida na taça,

e pousa suave em tua pele,

toma do mel de tua alma,

em dança de silêncios,

as asas se entrelaçam e esparramam pólen por todas paredes,

depois de colorir o jardim,

fica o colibri a proteger as flores,

e no tapete vermelho,

uma flor verbena...


Anna
23.07.2007