Friday, January 13, 2017



Poeta-me, poeto-te

Flor de minha Poesia
Autor de meu Poema
Ficaste aí, deslumbrado à Lua de tua Vila
Ainda assim, nossos olhos se encontram nesse mesmo Céu de nossas ruas poéticas...

Anna

13.01.2017 

Sunday, September 11, 2016

Resgates no tempo

Li tua Poesia
li você
vi teus olhos
senti tua mão na escrita
no meio das palavras, sentei-me a conversar contigo
e enquanto te ouvia pelos versos
embrenhei-me a poetar, 
Ouvindo a música na vitrola que ali estava
fui ao passado de tua história
e ali encontrei o poeta
que de tempos anda quieto e distante
ali tão perto fiquei, que resgatei-o só pra mim
o trouxe pelas mãos e guardei nessa poesia
aqui ficamos
aqui estaremos como antes...
Anna
11.09.2016

Friday, May 20, 2016

Visto a Poesia em suas roupagens de nuvens
guardo os olhos em versos
palavras esvaídas e despertadas em sonhos
a fantasia que espreita
a magia que plaina
as cores e mistérios
no dourado do Dia
e na prata da Noite
Guardo-te em altar, poesia profana!
(Anna Lú)

Friday, April 22, 2016

Dia de homenagear-te, mãe Terra!
como em todos Dias,
quando levanta o Sol,
quando desabrocha as flores,
quando sopra o Vento,
quando nascem os frutos,
quando renovam-se as folhas,
quando todos as Noites, brilham teus olhos no Céu, em Estrelas
quando em tuas fases, a Lua desperta nossa Poesia...
(Anna Lú)


Tuesday, October 20, 2015

Poesia

Poesia não é escrita
é desabrochada, feito flor semeada
As sementes veem aos olhos, soa na alma
As palavras são apenas para formar os versos
e ela, a Poesia, ser vista
Poesia não tem regras, nem gramática
é livre feito curso de rio
Quem escreve não a contem
esparrama-se feito Vento
cria Vida
salta de dentro da gente
canta junto aos pássaros
dança em rodas de fogueira
reverencia Sol e Lua
tem que se dizer dos Elementos
É Fada, é Magia
Poesia é um círculo sagrado de versos...

Anna

20.10.2015


Monday, September 07, 2015



Repassando

Hoje passeei em outras cenas
não as que me tenho agora aos olhos
mas as que ficaram guardadas, como se em sonhos, gavetas, canções
Fui ao teu quintal
li e reli poemas
deparei-me com teus olhos
Talvez a Chuva traga-me o cheiro da madeira queimando
as chaminés, as lareiras
o gosto de vinho
Talvez a Chuva leve-me pelo tempo
em danças ciganas, em rodas de sorrisos
círculos de pedras
canteiros floridos
relva verde
cheiro de terra molhada
tuas mãos
minha saia que roda ao ritmo da canção alegre
Não sei se aqui ou lá
há uma Vila muito distante
Talvez a Chuva venha nos buscar
e leve-nos até lá
onde a ancestralidade ainda faz festa
Mas quando a Poesia me prepara a voltar
olho e fico, 
preciso ainda costurar a saia
ajeitar os enfeites
preparar os pratos e as frutas
Talvez a Chuva vá te buscar...

Anna

07.09.2015

Thursday, December 18, 2014

Tereza e Maria

Passeei pelas estradas
até avistar o rio
as águas que teus olhos contemplaram
cheguei na vila, senti o ar
abracei os teus, tão meus agora
sorrisos e falas criados por ti
pisei nas ruas, sentei na praça
comi do jambo
saboreei a manga, a poesia
participei da alegria festiva
da música regional
dos passos de dança
me reconheci na maioria deles
Itália tão presente,
nas gargalhadas e sangue quente
adentrei na igreja que abençoou o enlace
que desses laços nos trouxeram do lado de cá do oceano
dois dias e duas noites em que voltei no tempo
olhei o passado
e abracei o presente
Estivemos em festa com a ancestralidade...

Anna
dezembro/2014