Monday, October 03, 2011

A alma aquieta
a pele eriça
a boca saliva
os olhos brilham
a vida incorpora
a poesia chama pra dançar
pede a espera
já está chegando, já está chegando...

Anna
03.10.2011

Tuesday, March 22, 2011

 Um toque de Poema
Mesmo que a estrada tenha aberto em direções contrárias

...a visão do Vale jamais será esquecida


...os momentos nas Montanhas nos aproximaram ainda mais


e  mesmo tendo o Vento soprado forte entre as Vilas


as folhas ficaram em nossos cabelos


o mel em nossas línguas


os bichos aninhados...
 
E o outono traz generosamente os contornos da Poesia
 
é o princípio do renascimento, na contramão
 
as folhas que caem, são como a renovação
 
o alimento para a terra se preparar
 
e desabrochar em flores na primavera
 
Anna
22.03.2011

Tuesday, October 12, 2010

A Arte instiga-me, busca, me acompanha...a arte-palavra. As escritas/leituras.
No mesclar de olhares, de pensamentos-construções, nessa Arte-comunicação, poética, livre, profana...





A Arte convida-me a dançar
valsar entre as cores e aromas silvestres
na brisa da Manhã, no despertar, nos movimentos do balé cotidiano
na Tarde que sussurra novos pensamentos
na Noite calada e inspiradora de sonhos
Assim, na dança colorida da Primavera
a polinização, o acasalamento, a renovação
A história trazida, construida e guardada
em cada pétala do jardim
em cada gota de orvalho
em cada verso meu e teu
nas Poesias-Canções
E o baile do Tempo continua...

Monday, August 31, 2009

"Sensatez Profana "

Na normalidade da insensatez humana
tecida pelo vazio de palavras
nas grifes e na falta dos sentidos
na estupidez de querer apenas ter, sem ser
sem saber de onde vem a própria história
passando com o carro, sem olhar a estrada
não se importando com o pôr do Sol
e sentindo incomodo com o Vento a soprar na face
aprisionando as crianças em aparências engomadas
procurando o status capitalista
oferecendo em troca o próprio prazer da liberdade
jantares sem sabores
sorrisos pintados


Prefiro a anormalidade
atiro os sapatos
tomo o vinho e quebro a taça
brindo á ancestralidade
como e dou gargalhadas
visto-me apenas para cobrir a pele e enfeitar o corpo
sem que a roupa aperte-me a garganta
para que a fala seja a declamação da poesia
que os pés não percam a sensibilidade de pisar na terra
para que os braços estejam livres para um abraço
onde os olhos enxerguem as estrelas
e os sentidos conversem com a Lua e os bichos
onde os pirilampos ainda sejam elementais
junto com as salamandras e as ondinas
que em cada canto verde e florido seja reverenciada a Mãe
pois que seja dessa loucura
a fonte cristalina para se beber a Vida...

Anna
31.08.2009

Tuesday, March 03, 2009


Fênix de Prata


Vejo novas cores

rasgo-me ao Sol

arrebento-me inteira

jogando-me nas roseiras

estraçalho pensamentos

dispo-me em pele e alma

a Noite vem, cheia de Estrelas

e renasço, parida pela Lua


Anna

Sunday, February 08, 2009




Eclipse

Na Lua que sonhamos
nas Noites que fazemos os nossos próprios Sonhos
a eclipse que deixa o Céu cheio de mistérios
como o clarão do Tempo que deixa a história cheia de encantos

...

Somos da Arte
do Belo da Vida
dos deuses
da mãe Terra
do Vento, das Tempestades
somos da Lua e do Sol
de cada folha verde
de cada pétala de flor
de cada coral do Mar
...
somos peças de cristal
pedaços de cetim
perfumes, incensos
manjares e frutas
somos de Amor...

04.02.2009...sem calendário...apenas o Tempo


Anna

Monday, September 15, 2008




Palavras

"De tudo que o Mar me traz
de tudo que as Ondas levam
Dos cochichos do Vento
a bater na minha janela
Ficam-me as palavras, os versos
que encontro ao olhar Estrelas"...

Anna
15.09.2008