
Ventre da Grande Mãe
Lua nua
contraindo-se no céu
em todas as suas fases
como mulher das estrelas
como rainha do astro rei
contemplando as poesias dos mortais
brilhando nos olhos dos poetas;
Terra mãe Natureza,
filha e neta vêm de seu ventre,
folha da árvore e pétala de flor,
chão de estrada para os passos,
pegadas marcadas na história;
Cada parte do teu corpo,
é celeste, é de água, é de terra, é de ar,
é de bicho, é de pedra, é de raízes, é de gente,
brincadeiras de ondas no mar,
rodopios nas estações do ano,
pinta o Sol, desenha as nuvens;
E é do mistério da Lua que vem teu silencio,
que brilha teus olhos,
que vira mulher,
enfeitiça o andarilho da estrada,
o caçador de palavras,
acorda os felinos, a coruja e as cobras,
apronta o espetáculo da noite,
com um véu cintilante de estrelas,
para celebrar o amor de rainha e de rei,
ao amanhecer...
Anna
24.04.2006
1 comment:
"...Cada parte do teu corpo,
é celeste, é de água, é de terra, é de ar,
é de bicho, é de pedra, é de raízes, é de gente..."
Este pedaço do poema parece dizer como tenho me sentido: em cacos, farelos, poeiras... mas não é nada triste, ou auto-destrutivo: apenas, me sentindo viva e parte do todo, do cosmos, como que feita de estrelas, nuvens, cheiros, ventos... Pele e chuva, boca e mel, pétala e cor, pedra e cristal...
Beijinhos cintilantes, Lu Anna.
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