
Poetas
Chega o poeta, trazendo em sua nau o fio dourado que tece a manta dos deuses
a manta que cobre os poetas
que rouba-lhes as horas
que toma-lhes os pensamentos
que fisga-lhes o coração
e muda a direção dos seus olhares;
Como a deusa que tecia o manto dourado,
como a Noite proclamada por seu véu de estrelas,
como a fúria de Ártemis ao preservar a Vida,
assim ficaram poetas, eternizando imagens, sabores e cores;
Por isso a poesia é tocada pelas ondas que batem no casco da nau,
é tocada pela vista do horizonte,
é tocada pelas memórias deixadas pelos capitães em seus diários de bordo,
como a tocar a água salgada do oceano, de mesmo sabor da que escorre pela face,
como a pisar na terra com a festa do caís,
como ser tocada nas canções;
Na Idade Média, poetas eram feiticeiras,
aquelas que viam além do que os olhos podem ver,
e falavam coisas que não tinham tradução,
eram queimadas com seus livros e poções,
e entre as chamas ardentes, ainda celebravam a Natureza reverenciando as salamandras na fogueira;
Versos eternizam a história e tomam forma de poesia,
viajam por mares e céus,
instigam, percorrem, encorajam os segredos humanos,
beijam, tocam, transam com os deuses,
adormecem em nuvens,
despertam nos jardins coloridos de Sol,
tomam o Vento na rede da nau...
Anna
Chega o poeta, trazendo em sua nau o fio dourado que tece a manta dos deuses
a manta que cobre os poetas
que rouba-lhes as horas
que toma-lhes os pensamentos
que fisga-lhes o coração
e muda a direção dos seus olhares;
Como a deusa que tecia o manto dourado,
como a Noite proclamada por seu véu de estrelas,
como a fúria de Ártemis ao preservar a Vida,
assim ficaram poetas, eternizando imagens, sabores e cores;
Por isso a poesia é tocada pelas ondas que batem no casco da nau,
é tocada pela vista do horizonte,
é tocada pelas memórias deixadas pelos capitães em seus diários de bordo,
como a tocar a água salgada do oceano, de mesmo sabor da que escorre pela face,
como a pisar na terra com a festa do caís,
como ser tocada nas canções;
Na Idade Média, poetas eram feiticeiras,
aquelas que viam além do que os olhos podem ver,
e falavam coisas que não tinham tradução,
eram queimadas com seus livros e poções,
e entre as chamas ardentes, ainda celebravam a Natureza reverenciando as salamandras na fogueira;
Versos eternizam a história e tomam forma de poesia,
viajam por mares e céus,
instigam, percorrem, encorajam os segredos humanos,
beijam, tocam, transam com os deuses,
adormecem em nuvens,
despertam nos jardins coloridos de Sol,
tomam o Vento na rede da nau...
Anna
21.02.2007
(a imagem é de: balsa, doolin, clare, irlanda)


2 Comments:
...A nau de minh´alma, atravessando as águas de março, encontrou este cais... ou será uma ilha perdida nas brumas???... Muito suave, delicado, um mágico lugar, reflexo de uma alma feiticeira e vibrante!... Deixo-te meu convite para navegar nos meus lagos e mares, também. Abraço azul.
1:24 PM
Querida Lu Anna, grata pela visita ao Ânkoras & Asas!... Volto aqui para me embalar mais uma vez nas águas de teu poema, mágico azul que nos leva a navegar pelos mares de delicadas emoções!... Beijo anil.
1:26 PM
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