"Sensatez Profana "
Na normalidade da insensatez humana
tecida pelo vazio de palavras
nas grifes e na falta dos sentidos
na estupidez de querer apenas ter, sem ser
sem saber de onde vem a própria história
passando com o carro, sem olhar a estrada
não se importando com o pôr do Sol
e sentindo incomodo com o Vento a soprar na face
aprisionando as crianças em aparências engomadas
procurando o status capitalista
oferecendo em troca o próprio prazer da liberdade
jantares sem sabores
sorrisos pintados
Na normalidade da insensatez humana
tecida pelo vazio de palavras
nas grifes e na falta dos sentidos
na estupidez de querer apenas ter, sem ser
sem saber de onde vem a própria história
passando com o carro, sem olhar a estrada
não se importando com o pôr do Sol
e sentindo incomodo com o Vento a soprar na face
aprisionando as crianças em aparências engomadas
procurando o status capitalista
oferecendo em troca o próprio prazer da liberdade
jantares sem sabores
sorrisos pintados

Prefiro a anormalidade
atiro os sapatos
tomo o vinho e quebro a taça
brindo á ancestralidade
como e dou gargalhadas
visto-me apenas para cobrir a pele e enfeitar o corpo
sem que a roupa aperte-me a garganta
para que a fala seja a declamação da poesia
que os pés não percam a sensibilidade de pisar na terra
para que os braços estejam livres para um abraço
onde os olhos enxerguem as estrelas
e os sentidos conversem com a Lua e os bichos
onde os pirilampos ainda sejam elementais
junto com as salamandras e as ondinas
que em cada canto verde e florido seja reverenciada a Mãe
pois que seja dessa loucura
a fonte cristalina para se beber a Vida...
Anna
31.08.2009