Gosto é de palavras doces
tintas, licorosas
É da Poesia que gosto
é nas entrelinhas que andarilho
Nessa peregrinação artística
é que estão minhas rezas e ladainhas
Gosto dos avessos
verdadeiras clamações da alma
Visto-me e enfeito-me
dos desejos da escrita
(Anna)
23.11.2014
Sunday, November 23, 2014
Tuesday, November 04, 2014
Tuesday, July 23, 2013
Cheiro de Inverno
Madeira trepidando na lareira
Gosto tinto na boca
Passeio na história, pela memória ancestral
Misturo-me à gente de outro lugar
Meus olhos veem a paisagem, totalmente diferente dessa que
vivo
Ouço músicas alegres, talvez vindas das tabernas, ou até dos
quintais dos vilarejos
Ando e respiro as cores, os sons, os sabores
Procuro por você, talvez teus beijos molhem minha língua a
cada gole tinto
Talvez teus olhos possam ver toda a paisagem, de dentro dos
meus
Talvez possamos dançar no mesmo passo as músicas que se
expandem pelo ar
Talvez tuas mãos toquem as minhas enquanto escrevo
Mas a certeza é que você caminha comigo, sinto até seu
sorriso pra toda a gente das Vilas
E sei que estás nos meus olhos...até que chegue a outra
Estação
Anna
23.07.2013
Sunday, July 14, 2013
Sunday, February 03, 2013
Relógio
Quando
retorno às minhas terras
aos
meus sonhos
Quando
me vejo frente a um universo desconhecido por esses meus passos
mas
que até os atalhos minha alma conhece
é
aí que te encontro
Meus
olhos estão dentro dos teus
nossos
cabelos voam no mesmo Vento, embaraçando-se um ao outro
não
falamos, nem dizemos nada
e
sabemos até dos pensamentos um do outro
E
seguimos rumo à mesma direção
onde
sabemos que está o começo das nossas histórias
onde
sabemos que estão as sementes de nossas Poesias
onde
tocam as canções que sabemos dançar
É
lá que está nosso quintal, nossas plantas, nossas flores
o
vinho que é servido na mesa, o perfume da casa
os
sorrisos da gente de lá, as emoções
a
festa e a guerrilha
as
roupas, os chapéus
Mas
o relógio já aponta as horas
já
se faz um outro tempo
e
temos que voltar, regressar para onde nem sabemos
Perdi
o horário e quando sai você já havia partido para a estrada
Perdemos-nos,
e então passamos dias, anos, a procurar...
E
seguimos perdidos no Tempo...
©AnnA
03.02.2013
Thursday, January 24, 2013
Preciso apressar-me com a Poesia
já seguem dias do novo Ano e ainda não entreguei-me a escreve-la
mergulho apenas no inesperado, na liberdade das horas
e somente agora lembrei-me das escritas
e está tudo tão solto, desembaraçado, o percurso das palavras
que deixando-me olhá-las, já transformam-se arbitrariamente em poesias...
até logo palavras escritas, deixem-me depurar mais um tanto das imagens...livremente, livremente...depois volto para contar-lhes
AnnA
24.01.2013
já seguem dias do novo Ano e ainda não entreguei-me a escreve-la
mergulho apenas no inesperado, na liberdade das horas
e somente agora lembrei-me das escritas
e está tudo tão solto, desembaraçado, o percurso das palavras
que deixando-me olhá-las, já transformam-se arbitrariamente em poesias...
até logo palavras escritas, deixem-me depurar mais um tanto das imagens...livremente, livremente...depois volto para contar-lhes
AnnA
24.01.2013
Sunday, July 22, 2012
Vinho
Conheço seus olhos
percebo seus passos
como bichos da floresta
seguimos o rastro
então encontro pingos tintos no chão
caídos da taça que está em sua mesa
enquanto escreves poemas
para aprisionar suas presas
Piso suave entre as ramagens
sigo as gotas e sei até onde vão
enxoto sua caça
e em gargalhadas engulo seu vinho
deixando os cacos espalhados nas folhas...
Anna
22.07.2012
Tuesday, April 03, 2012
Tempestade
Seus olhos perderam-se
Seus olhos perderam-se
seu sorriso também não encontrei
suas palavras viraram ecos nas montanhas
O Vento forte que passou, arrastou você
esparramou-o pelos cantos em que conversávamos
e eu quando percebi estava toda rasgada, mesmo assim procurei-o
andei pela floresta, quase senti seu cheiro, mas confundiu-me as narinas os aromas das ervas do rio
vasculhei pelo Vale para encontra-lo nas cores das flores, mas é outono e perdi você
ainda assim procurei os enfeites, mas dos rituais ficaram as ruínas de altares
A Tempestade acabou com tudo
derrubou os telhados e as paredes ruíram
a Dríade se assustou e tomou as raízes do jardim para plantá-lo no Olimpo
e de tanto que havia ali de nós dois
quando ela subiu aos céus com as ramas nas mãos, ficamos os dois esparramados pelas nuvens
Por isso quando dormimos aqui na Terra, as Estrelas que brilham são nossos sonhos a se encontrar...
... quando acordo, vou ler Poemas de outros poetas para ver se você está ali escondido
não está
então subo às Montanhas para ouvir seu nome em eco
AnnA
04.04.2012
suas palavras viraram ecos nas montanhas
O Vento forte que passou, arrastou você
esparramou-o pelos cantos em que conversávamos
e eu quando percebi estava toda rasgada, mesmo assim procurei-o
andei pela floresta, quase senti seu cheiro, mas confundiu-me as narinas os aromas das ervas do rio
vasculhei pelo Vale para encontra-lo nas cores das flores, mas é outono e perdi você
ainda assim procurei os enfeites, mas dos rituais ficaram as ruínas de altares
A Tempestade acabou com tudo
derrubou os telhados e as paredes ruíram
a Dríade se assustou e tomou as raízes do jardim para plantá-lo no Olimpo
e de tanto que havia ali de nós dois
quando ela subiu aos céus com as ramas nas mãos, ficamos os dois esparramados pelas nuvens
Por isso quando dormimos aqui na Terra, as Estrelas que brilham são nossos sonhos a se encontrar...
... quando acordo, vou ler Poemas de outros poetas para ver se você está ali escondido
não está
então subo às Montanhas para ouvir seu nome em eco
AnnA
04.04.2012
Wednesday, March 21, 2012
Outono
Recomeço
ReSonhos e Poesias
Os olhos,
a pele
os beijos
as mãos
Nas folhas maduras das árvores
o brilho das pedras em suas raízes
o pássaro que voa em liberdade
o colibri que busca seu alimento nas flores
a fêmea e o macho que comemoram a floresta em renovação
e somente o Sol e a mãe Terra
que transam o Amor
nas tranças dos Anjos
no chão, no verde, com os bichos
e adentram pelas janelas... é que vivem Poesia
21.03.2012
Recomeço
ReSonhos e Poesias
Os olhos,
a pele
os beijos
as mãos
Nas folhas maduras das árvores
o brilho das pedras em suas raízes
o pássaro que voa em liberdade
o colibri que busca seu alimento nas flores
a fêmea e o macho que comemoram a floresta em renovação
e somente o Sol e a mãe Terra
que transam o Amor
nas tranças dos Anjos
no chão, no verde, com os bichos
e adentram pelas janelas... é que vivem Poesia
21.03.2012
Monday, October 03, 2011
Tuesday, March 22, 2011
Um toque de Poema
Mesmo que a estrada tenha aberto em direções contrárias
...a visão do Vale jamais será esquecida
...os momentos nas Montanhas nos aproximaram ainda mais
e mesmo tendo o Vento soprado forte entre as Vilas
as folhas ficaram em nossos cabelos
o mel em nossas línguas
os bichos aninhados...
E o outono traz generosamente os contornos da Poesia
é o princípio do renascimento, na contramão
as folhas que caem, são como a renovação
o alimento para a terra se preparar
e desabrochar em flores na primavera
Anna
22.03.2011
Mesmo que a estrada tenha aberto em direções contrárias
...a visão do Vale jamais será esquecida
...os momentos nas Montanhas nos aproximaram ainda mais
e mesmo tendo o Vento soprado forte entre as Vilas
as folhas ficaram em nossos cabelos
o mel em nossas línguas
os bichos aninhados...
E o outono traz generosamente os contornos da Poesia
é o princípio do renascimento, na contramão
as folhas que caem, são como a renovação
o alimento para a terra se preparar
e desabrochar em flores na primavera
Anna
22.03.2011
Tuesday, October 12, 2010
A Arte convida-me a dançar
valsar entre as cores e aromas silvestres
na brisa da Manhã, no despertar, nos movimentos do balé cotidiano
na Tarde que sussurra novos pensamentos
na Noite calada e inspiradora de sonhos
Assim, na dança colorida da Primavera
a polinização, o acasalamento, a renovação
A história trazida, construida e guardada
em cada pétala do jardim
em cada gota de orvalho
em cada verso meu e teu
nas Poesias-Canções
E o baile do Tempo continua...
valsar entre as cores e aromas silvestres
na brisa da Manhã, no despertar, nos movimentos do balé cotidiano
na Tarde que sussurra novos pensamentos
na Noite calada e inspiradora de sonhos
Assim, na dança colorida da Primavera
a polinização, o acasalamento, a renovação
A história trazida, construida e guardada
em cada pétala do jardim
em cada gota de orvalho
em cada verso meu e teu
nas Poesias-Canções
E o baile do Tempo continua...
Monday, August 31, 2009
"Sensatez Profana "
Na normalidade da insensatez humana
tecida pelo vazio de palavras
nas grifes e na falta dos sentidos
na estupidez de querer apenas ter, sem ser
sem saber de onde vem a própria história
passando com o carro, sem olhar a estrada
não se importando com o pôr do Sol
e sentindo incomodo com o Vento a soprar na face
aprisionando as crianças em aparências engomadas
procurando o status capitalista
oferecendo em troca o próprio prazer da liberdade
jantares sem sabores
sorrisos pintados
Na normalidade da insensatez humana
tecida pelo vazio de palavras
nas grifes e na falta dos sentidos
na estupidez de querer apenas ter, sem ser
sem saber de onde vem a própria história
passando com o carro, sem olhar a estrada
não se importando com o pôr do Sol
e sentindo incomodo com o Vento a soprar na face
aprisionando as crianças em aparências engomadas
procurando o status capitalista
oferecendo em troca o próprio prazer da liberdade
jantares sem sabores
sorrisos pintados

Prefiro a anormalidade
atiro os sapatos
tomo o vinho e quebro a taça
brindo á ancestralidade
como e dou gargalhadas
visto-me apenas para cobrir a pele e enfeitar o corpo
sem que a roupa aperte-me a garganta
para que a fala seja a declamação da poesia
que os pés não percam a sensibilidade de pisar na terra
para que os braços estejam livres para um abraço
onde os olhos enxerguem as estrelas
e os sentidos conversem com a Lua e os bichos
onde os pirilampos ainda sejam elementais
junto com as salamandras e as ondinas
que em cada canto verde e florido seja reverenciada a Mãe
pois que seja dessa loucura
a fonte cristalina para se beber a Vida...
Anna
31.08.2009
Tuesday, March 03, 2009
Sunday, February 08, 2009

Eclipse
Na Lua que sonhamos
nas Noites que fazemos os nossos próprios Sonhos
a eclipse que deixa o Céu cheio de mistérios
como o clarão do Tempo que deixa a história cheia de encantos
...
Somos da Arte
do Belo da Vida
dos deuses
da mãe Terra
do Vento, das Tempestades
somos da Lua e do Sol
de cada folha verde
de cada pétala de flor
de cada coral do Mar
...
somos peças de cristal
pedaços de cetim
perfumes, incensos
manjares e frutas
somos de Amor...
04.02.2009...sem calendário...apenas o Tempo
Na Lua que sonhamos
nas Noites que fazemos os nossos próprios Sonhos
a eclipse que deixa o Céu cheio de mistérios
como o clarão do Tempo que deixa a história cheia de encantos
...
Somos da Arte
do Belo da Vida
dos deuses
da mãe Terra
do Vento, das Tempestades
somos da Lua e do Sol
de cada folha verde
de cada pétala de flor
de cada coral do Mar
...
somos peças de cristal
pedaços de cetim
perfumes, incensos
manjares e frutas
somos de Amor...
04.02.2009...sem calendário...apenas o Tempo
Anna
Monday, July 14, 2008

Movimento em sol
...
Preciso de um instrumento
que ensine-me a tocar
a melodia dos anjos e dos pássaros
para que misture-se no Universo
e fique guardada pelas areias da praia
sopre pelas rochas em volta do Mar
e esteja nos braços da mãe Terra
suspirando nos quatro elementos
...
Preciso de um instrumento
que ensine-me a tocar
a melodia dos anjos e dos pássaros
para que misture-se no Universo
e fique guardada pelas areias da praia
sopre pelas rochas em volta do Mar
e esteja nos braços da mãe Terra
suspirando nos quatro elementos
e cantando os versos de Amor...
Anna
14.07.2008
Sunday, September 30, 2007

FÊNIX – Poesia Cigana
De conversa pra lá, de conversa pra cá
gira, gira, o mundo
dou flores pra quem quer ficar
ganho anéis de quem quer me dar
nada me derruba, nem me deixa triste
gosto de sorrir, não gosto de chorar
sacudo a saia e volto a dançar
acendo a fogueira e vou rodopiar
converso com a Lua
brindo o céu com vinho tinto
pego meus tecidos e vou colorir poesias
cheiro a flor do manjericão
e tomo a espada da luta das ancestrais
meu coração é protegido e é feito para pulsar
as palavras dos meus olhos são refletidas no espelho
e quem quiser comigo poetar
os versos são mesclas das conversas das Estrelas
que cochicham aos ouvidos dos mortais
Anna
27.09.2007
De conversa pra lá, de conversa pra cá
gira, gira, o mundo
dou flores pra quem quer ficar
ganho anéis de quem quer me dar
nada me derruba, nem me deixa triste
gosto de sorrir, não gosto de chorar
sacudo a saia e volto a dançar
acendo a fogueira e vou rodopiar
converso com a Lua
brindo o céu com vinho tinto
pego meus tecidos e vou colorir poesias
cheiro a flor do manjericão
e tomo a espada da luta das ancestrais
meu coração é protegido e é feito para pulsar
as palavras dos meus olhos são refletidas no espelho
e quem quiser comigo poetar
os versos são mesclas das conversas das Estrelas
que cochicham aos ouvidos dos mortais
Anna
27.09.2007
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