Tuesday, July 23, 2013




Cheiro de Inverno

Madeira trepidando na lareira
Gosto tinto na boca
Passeio na história, pela memória ancestral
Misturo-me à gente de outro lugar
Meus olhos veem a paisagem, totalmente diferente dessa que vivo
Ouço músicas alegres, talvez vindas das tabernas, ou até dos quintais dos vilarejos
Ando e respiro as cores, os sons, os sabores
Procuro por você, talvez teus beijos molhem minha língua a cada gole tinto
Talvez teus olhos possam ver toda a paisagem, de dentro dos meus
Talvez possamos dançar no mesmo passo as músicas que se expandem pelo ar
Talvez tuas mãos toquem as minhas enquanto escrevo
Mas a certeza é que você caminha comigo, sinto até seu sorriso pra toda a gente das Vilas
E sei que estás nos meus olhos...até que chegue a outra Estação

Anna

23.07.2013

Sunday, July 14, 2013

Flores, folhas, cores e sons
cheiro de Amor
esparramado pelo pólen da Natureza
atravessando os ares, eternizando o Tempo... 

Anna
14.07.2013

Sunday, February 03, 2013


Relógio

Quando retorno às minhas terras
aos meus sonhos
Quando me vejo frente a um universo desconhecido por esses meus passos
mas  que até os atalhos minha alma conhece
é aí que te encontro
é aí que encontro-me

Meus olhos estão dentro dos teus
nossos cabelos voam no mesmo Vento, embaraçando-se um ao outro
não falamos, nem dizemos nada
e sabemos até dos pensamentos um do outro
E seguimos rumo à mesma direção
onde sabemos que está o começo das nossas histórias
onde sabemos que estão as sementes de nossas Poesias
onde tocam as canções que sabemos dançar

É lá que está nosso quintal, nossas plantas, nossas flores
o vinho que é servido na mesa, o perfume da casa
os sorrisos da gente de lá, as emoções
a festa e a guerrilha
as roupas, os chapéus

Mas o relógio já aponta as horas
já se faz um outro tempo
e temos que voltar, regressar para onde nem sabemos

Perdi o horário e quando sai você já havia partido para a estrada
Perdemos-nos, e então passamos dias, anos, a procurar...
E seguimos perdidos no Tempo...

©AnnA 

03.02.2013

Thursday, January 24, 2013

Preciso apressar-me com a Poesia
já seguem dias do novo Ano e ainda não entreguei-me a escreve-la
mergulho apenas no inesperado, na liberdade das horas
e somente agora lembrei-me das escritas
e está tudo tão solto, desembaraçado, o percurso das palavras
que deixando-me olhá-las, já transformam-se arbitrariamente em poesias...

até logo palavras escritas, deixem-me depurar mais um tanto das imagens...livremente, livremente...depois volto para contar-lhes


AnnA
24.01.2013